quarta-feira, 12 de abril de 2017

PORTARIAS SÃO FUNDAMENTAIS



Com os chamados arrastões, porteiro ganhou uma importância muito maior do que apenas fazer o controle de acesso no local

Antigamente, apenas condomínios de luxo sofriam com os assaltos. Porém, hoje em dia, não há mais um perfil exato dos edifícios para ser o alvo dos chamados arrastões.
E, com este cenário, a função do porteiro ganhou uma importância muito maior do que apenas fazer o controle de acesso no local. Por isso, ter funcionários capacitados neste cargo é parte fundamental no processo de se afastar o perigo dos moradores.

Segundo o diretor operacional da GS Terceirização, Jorge Margueiro, todo porteiro é a peça-chave e o primeiro na estrutura de segurança preventiva de um condomínio.
“Primeiramente ele deve instruir que todo prédio deva ter regras claras de controle de acesso e sensibilizar moradores e funcionários da importância de segui-las”, aponta o especialista.
Para ele, todo condomínio que deseja manter a segurança também precisa da implantação de um projeto específico, que inclui avaliação da estrutura física, equipamentos, monitoramento 24 horas, além de barreira perimetral, sensores infravermelhos, luzes de presença, sistemas de comunicação, entre outros.
“Para tanto, os condôminos devem avisar o porteiro e, caso ele veja que não há nada agendado, não deve permitir a passagem [do visitante]”, afirma.
Margueiro acrescenta ainda que os condôminos estejam atentos aos próprios vizinhos, que “vigiem uns aos outros” para qualquer movimentação suspeita, além de observar se a portaria e os funcionários em geral obedecem às normas de segurança corretamente.

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A IMPORTÂNCIA DO PORTEIRO

A importância do porteiro

Por mais que a evolução da tecnologia tenha transformado a portaria dos condomínios, a figura do porteiro continua sendo imprescindível.
A importância do porteiro
Por mais que a evolução da tecnologia tenha transformado a portaria dos condomínios, a figura do porteiro continua sendo imprescindível. Além de ser o cartão de visitas do condomínio, é ele quem pode identificar as possíveis falhas da tecnologia e buscar solução para o problema. “A tecnologia pode diminuir a quantidade de porteiros, mas não vai chegar a eliminar. Ainda não existe tecnologia totalmente independente, 100% eficiente. E é o porteiro quem vai corrigir as falhas”, afirma Luiz Antonio Rubin, ministrante do curso Fundamentos Básicos para Porteiros, promovido pelo Secovi Regional Norte na última semana em Londrina, com a presença de aproximadamente 100 participantes.
Comportamento
O curso abordou assuntos como sistema integrado de segurança, cercas eletrificadas, Código Penal, Constituição Federal, combate a incêndio e primeiros socorros, retenção de documento na portaria, correspondências, livro de ocorrências, livro de reclamações e dicas de comportamento de segurança dentro e fora do condomínio. Segundo Rubin, para a segurança dos moradores a discrição do porteiro é fundamental. “Ele não pode levar informações para fora do condomínio. Também não é aconselhável sair do trabalho de uniforme”, orienta.
Desvio de Função
Conforme o ministrante do curso, é importante também que os porteiros se atentem para o desvio de função. “Manobrar o carro, por exemplo, é uma coisa que eles podem vir a fazer no dia a dia, a pedido de algum morador. Mas não é correto”, diz Rubin. Ele reforça que porteiro e morador têm que estar preparados para as relações interpessoais. “O morador precisa entender que não tem autonomia para mudar as funções do porteiro.”
Participantes
Ananias Alves de Souza trabalho como zelador de um condomínio e resolveu fazer o curso para aprender mais sobre as funções de porteiro. “Fui incentivado pelos colegas e pelo síndico. Meu objetivo é repassar o que estou aprendendo aqui para outros funcionários do condomínio e futuramente pleitear vaga na portaria. Os benefícios do salário de porteiro, com horas extras, são atrativos”, diz.
Fonte: Folha de Londrina


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